E-COMMERCE

Como o Festval migrou para VTEX IO em 21 dias e recuperou a estabilidade da operação digital

Como o Festval migrou para VTEX IO em 21 dias e recuperou a estabilidade da operação digital

Conduzimos a migração emergencial do frontend do Festval, que operava em uma arquitetura headless instável, de volta para o VTEX IO nativo em apenas 21 dias sem interromper a operação e com foco total em performance, integração e conversão.

CLIENTE

FESTVAL

SEGMENTO

E-COMMERCE

PLATAFORMA

Figma, VTEX IO

ANO

2025

DURAÇÃO

~21 DIAS + EVOLUÇÃO CONTÍNUA

Computer monitor displaying code and data analytics, with keyboard and mouse on desk.

O Festval já utilizava a VTEX como base, mas operava com um frontend headless desacoplado que gerava falhas constantes de sincronização, instabilidade em picos de demanda e impacto direto nas vendas. Com prazo crítico e operação ativa, a FZ reconstruiu o frontend da loja utilizando a base nativa do VTEX IO, entregando mais estabilidade, integração consistente e uma operação preparada para escalar com segurança.


O Cliente

O Festval é uma rede de supermercados com 39 lojas, operando tanto no varejo físico quanto no digital. Com uma base ampla de clientes recorrentes e operação regional consolidada, a empresa precisava de um canal online à altura do que o negócio já representava no físico.

Setor: Supermercado e Varejo Alimentar
Modelo: B2C com operação omnichannel
Desafio central: Reconstrução emergencial do frontend em VTEX IO nativo em 21 dias


O Desafio: quando a arquitetura trabalha contra o negócio

O Festval operava em uma arquitetura headless desacoplada, com front-end customizado consumindo APIs externas. A estrutura tinha lógica técnica, mas na prática entregava um conjunto de problemas que impactavam a operação diariamente.

Principais dores identificadas:

Instabilidade no front: falhas de sincronização entre as camadas geravam inconsistências visíveis para o cliente — produtos exibidos incorretamente e comportamentos inesperados no fluxo de compra.

Impacto direto nas vendas: em um supermercado online, instabilidade no momento da compra tem consequência imediata: abandono de carrinho, perda de confiança e queda de conversão.

Dificuldade de evolução: cada melhoria na plataforma exigia esforço desproporcional. O acúmulo de dependências técnicas criava um ciclo difícil de romper sem uma intervenção estrutural.

Baixa confiabilidade operacional: a operação seguia funcionando, mas sem a previsibilidade necessária para escalar com segurança.

A conclusão foi clara: ajustes pontuais no frontend existente não resolveriam o problema. Era necessário reconstruir a camada de apresentação de forma integrada à base VTEX que já existia.


A Solução: frontend nativo em VTEX IO

A FZ Commerce avaliou as opções com um critério central: qual abordagem resolveria os problemas de raiz, eliminaria a camada de desacoplamento que gerava instabilidade e aproveitaria ao máximo a infraestrutura VTEX já em uso pelo Festval?

A resposta foi desenvolver um novo frontend diretamente em VTEX IO, não foi uma troca de plataforma, mas uma reconexão entre a camada de apresentação e a base nativa da VTEX, eliminando os gargalos introduzidos pelo headless mal estruturado.

Com o VTEX IO, frontend e backend passaram a falar a mesma língua: OMS, checkout e catálogo integrados nativamente, sem intermediários externos, sem pontos de sincronização que falhavam sob pressão. A arquitetura serverless garantiu alta disponibilidade, e o modelo de desenvolvimento via apps com deploy contínuo e versionamento devolveu previsibilidade à operação.

A implementação foi estruturada em quatro frentes principais:

1. Novo frontend nativo em VTEX IO

O frontend foi reconstruído do zero sobre o VTEX IO, eliminando a dependência de APIs externas e os gargalos de sincronização que afetavam a operação. A integração nativa com OMS, checkout e catálogo passou a garantir consistência de dados em tempo real — sem as falhas intermitentes que a arquitetura anterior introduzia. O resultado foi uma loja com comportamento previsível, inclusive nos momentos de maior pico de acesso.

2. Login unificado com o CRM Merca Fácil

Foi implementada autenticação integrada via API REST com o CRM Merca Fácil, centralizando os dados de clientes em uma base única. Com isso, o histórico de compras passou a ser aproveitado para consistência nos benefícios do programa de fidelidade e personalização da experiência — criando a base para retenção e aumento do valor gerado por cada cliente ao longo do tempo.

3. Checkout customizado com lógica de substituição de itens

O checkout foi reconstruído com progressão visual clara das etapas e interface guiada para reduzir atrito. O ponto central foi a implementação de uma funcionalidade crítica para supermercados online: quando um item está indisponível, o cliente define antecipadamente como quer que a situação seja tratada — substituição automática por similar, remoção do item ou aprovação prévia da troca. Essa lógica reduz diretamente o abandono de carrinho e o volume de contatos pós-pedido para resolução de inconsistências.

4. Funcionalidades customizadas para a operação

Foram desenvolvidas funcionalidades específicas para o contexto do Festval: banners promocionais com programação dinâmica por data, módulo de selos em produtos para campanhas e destaques de conversão, personalização de front por região para adequar a experiência às diferentes unidades e áreas de abrangência, e um sistema de emissão de etiquetas integrado à operação logística — automatizando o picking e packing e reduzindo erros no backoffice.


Resultados

A entrega aconteceu dentro dos 21 dias, com a operação preservada durante toda a transição.

Estabilidade recuperada:  com o frontend rodando nativamente sobre o VTEX IO, as falhas de sincronização que comprometiam a experiência do cliente deixaram de existir. A operação passou a ter o comportamento previsível que uma rede do porte do Festval exige.

Redução de atrito no checkout: a lógica de substituição de itens diminuiu o abandono de carrinho nas etapas mais críticas do fluxo de compra — um ganho direto para o segmento, onde a disponibilidade de itens é variável.

Base integrada para fidelização: o login unificado com o CRM criou uma camada de dados consistente, conectando o histórico do cliente ao canal digital e abrindo caminho para ações de retenção baseadas em comportamento real de compra.

Plataforma pronta para evoluir: saindo de uma estrutura difícil de manter, o Festval passou a contar com uma base técnica onde novas funcionalidades podem ser implementadas com mais agilidade e menor risco operacional.


Conclusão

O projeto do Festval não foi uma migração de plataforma. Foi a correção de uma escolha arquitetural que havia se tornado um problema — executada com prazo real, operação ativa e resultado entregue dentro do tempo que o negócio exigia.

Para a FZ Commerce, esse case representa o que significa ter domínio técnico combinado com visão de negócio: identificar que o problema não estava na VTEX, mas na forma como ela estava sendo utilizada, e reconstruir a camada que faltava para que a plataforma entregasse o que sempre foi capaz de entregar.

Sem atalhos. Sem prometer o impossível. Fazendo o que precisava ser feito, do jeito certo.